Miopia_financeira@lucros
Quando o álcool se tornou uma alternativa de combustível para automóvel ouviu-se muito “Quanto gasto de álcool para fazer esse percurso? E com gasolina? O álcool é bem mais barato”. Nada ou pouco se comentava sobre a tecnologia do motor impulsionado a álcool, problemas que poderiam advir com o uso deste combustível, como corrosão, influência no meio ambiente, etc. Mas aí ele está.
O termo custo-benefício em si não era muito comentado, mas o conceito, sem ser conhecido, talvez, pela maioria, era muito usado.
Esse binômio é um dos mais, se não for o mais importante conceito de economia popular e muito respeitado pelo dirigente, administrador e empresário, que pesquisam meios de redução de seus custos para manterem seu lucro, seus preços para enfrentarem a concorrência acirrada.
Ele provoca fortemente a criatividade, insinua o raciocínio prático e financeiro do administrador de um negócio, de qualquer segmento ou mercado. É fundamental para a consecução de resultados lucrativos numa organização de qualquer atividade, segmento ou mercado.
Observamos regularmente que o binômio não é, ou bem esclarecido a uma grande parte dos operadores, técnicos e administradores ou bem entendido, por eles.
Há uma tendência do ser humano em não aceitar mudanças de comportamento pessoal ou na sua área de trabalho. Há uma relutância do ser humano em não demonstrar sua insegurança ou ingenuidade aos seus pares e seus chefes.
Não saber, não ter habilidade ou recear apresentar uma idéia ou um plano, freia a economia, o desenvolvimento, o progresso e o aperfeiçoamento.
Mudando de foco
Um novo produto é oferecido ao comprador, que o encaminha as áreas competentes para sua aprovação. Após algum tempo ele é homologado por sua qualidade e funcionalidade. Nota dez para este produto . Seu preço, entretanto, é “incompreensível”. Aí é que está. Existem custos de identificação fácil e difícil. Ambos precisam ser olhados, enxergados e ponderados.
Miopia
É imprescindível ter uma visão macro ou global sobre o assunto; não se ater unicamente ao preço, não ser míope. Só após análise do custo-benefício, na sua dimensão plena é que o julgamento do novo produto pode ser adotado. Desde que o produto tenha um preço alto, mas seja de ótimo custo-benefício o produto é lucrativo, porque muita melhoria no processo, economia de tempo e energia elétrica, economia das matérias primas às quais eles são incorporados e otimização de produção é obtida. O maior desafio é sempre reduzir custos de produção para garantir preços de vendas competitivos e alta qualidade dos produtos.
Na indústria de transformação de plásticos, principalmente, isso é facilmente observado com o uso de melhoradores de processo, auxiliares de fluxo, compostos de limpeza de máquinas, estabilizantes e compatibilizadores
Estes produtos são “caros” quando comparados aos preços de outras matérias primas. Todavia, de custo-benefício “atraente”.
O título miopia_financeira@lucros deveria ser após a leitura deste artigo:
Miopia financeira rouba lucros .
A. Roman
Outubro 2.007
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