Resistência às mudanças
Todos são resistentes às mudanças. Porque um equipamento ou um processo industrial não seria?
Em todos os processos de transformação de termoplásticos, mudança de polímero ou cor, é crítica. O equipamento pode ser projetado para processar um ou mais tipos de resinas, não sofrendo assim nenhuma alteração na ação de mudança. Entretanto, o produto, seja uma peça injetada, um frasco soprado, um filme mono ou multicamada, um perfil, tubo ou lâmina extrudada, pode ter suas propriedades modificadas pela mistura com outro termoplástico ou cor diferente do qual foi especificado, desenvolvido e aprovado.
No processo de moldagem por injeção o problema é mais preocupante, devido à complexidade das variáveis envolvidas ser maior que nos outros. Há o cilindro, a rosca, o molde construído com N cavidades, câmara e canais quentes, bico de injeção e assim por diante. Em outras palavras, quanto maior e mais complexa a superfície onde veicula a massa do polímero, maior a probabilidade de aumentar o número de áreas “mortas” como sulcos e concavidades, onde o material da programação anterior possa se depositar e, ao se soltar, comprometer a qualidade da próxima programação. Além das manchas, estrias e traços visíveis decorrem possibilidades de com a mesclagem de materiais distintos, as propriedades físicas do produto se adulterar, o que é mais sério.
Com ação de temperatura, pressão e cisalhamento, esses depósitos de material se queimam carbonizando-se. Formam-se então camadas de carvão que se superpõem a cada procedimento de parada e partida do equipamento. Esporadicamente estas camadas se soltam e se mesclam com a massa polimérica seguinte. Surgem no produto efluente pontos pretos , traços e manchas que deterioram sua aparência.
É desejável que as ações de desprender e “empurrar” o contaminador para fora da máquina sejam planejadas; efetuando-se uma limpeza rigorosa no equipamento.
Por economia de tempo, sempre provocada para reduzir custos (não interpretada no sentido negativo), o operador peca pela possibilidade de misturar a resina ou pigmento da programação anterior com a seguinte. O que algumas vezes é um desastre. O Controle de Qualidade reprova o produto subseqüente e “a vaca vai para o brejo”. A “boa intenção” desaltera-se e torna-se prejuízo. Por isso a limpeza do equipamento e seus componentes são imprescindíveis na mudança de polímero e masterbatch de aditivo ou cor e pigmento. O conhecido “setup” na injeção.
De acordo com o produto, a exigência do cliente, a legislação reguladora da qualidade do produto, a aplicação [farmacêutica, médica, alimentícia, de saúde em fim], tomar cuidados especiais é necessário para não comprometer a qualidade da embalagem.
As empresas de transformação utilizam certamente algum meio de limpeza ou purga. Métodos “caseiros” ou profissionais são aplicados, uma vez que a falta ou insuficiência da purga traz muitos e caros inconvenientes.
O método caseiro geralmente usado é limpar a máquina com grânulos de resina reciclada ou resina virgem. Esse método é barato, mas não totalmente eficaz. Outros métodos de limpeza ou purga, que usam compostos comerciais especialmente formulados, são também usados.
A partir deste mês a Central de Embalagens inicia sua atividade como distribuidor da Shuman Plastics Inc., NY, USA, fabricante de compostos de purga para todos os processos de transformação de termoplásticos. O produto Dyna Purge ® é comercializado com dez tipos diferentes, cada um específico para um processo, polímero e temperatura.
Nosso site foi modificado para conter especificações, informações técnicas, dicas de processo, resoluções de problemas e outros assuntos pertinentes à limpeza de equipamentos.
Ademar Roman
Abril de 2.006
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