Ação do ar da atmosfera na extrusão de filme
O ar do ambiente sendo "tragado" junto com a resina que está no funil de alimentação para dentro do cilindro, causa um problema na extrusão.
Sob condições normais o ar entra pela zona de alimentação e flui através de todo o cilindro. Ele não pode escapar para trás e avança ao longo da rosca de extrusão, saindo "naturalmente" pelo lábio da matriz. Bolsas de ar, então, são comprimidas até se queimar de uma maneira explosiva, imperceptível, porém, danificando o produto final, o filme.
Há algumas soluções para se evitar que o ar seja tragado.
Aumentando a temperatura na zona de alimentação, objetivando uma maior compactação da camada sólida. O aumento de temperatura na primeira zona reduz a sucção de ar. Se houver a possibilidade de ajustar a temperatura da rosca, como é o caso da rosca controlada, deve-se fazer uso deste recurso para reduzir o problema da sucção de ar.
Uma outra maneira para contornar o problema é aumentar a pressão no cabeçote para alterar o perfil de pressão ao longo da extrusora e conseqüentemente alcançar uma compactação mais rápida da camada sólida. O aumento de pressão pode ser conseguido, também, pela simples adição de telas na placa- filtro.
Outra possível solução é reduzir a alimentação da extrusora, o que não é muito conveniente, pois prejudicará a produtividade do equipamento.
A ocorrência de bolhas no extrudado não é somente um sinal de ar na sucção, pode ser uma indicação de umidade, voláteis no polímero ou degradação.
Para se constatar que a bolha de ar é provocada pelo ar ou por algum problema da resina, pode-se cortar um grânulo do polímero e procurar bolha dentro do mesmo. Qualquer oclusão de umidade ou volátil será facilmente observada no grão.
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Agradecemos seu interesse.
Ademar Roman
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